25/07 Dia Nacional do Escritor

Dia 25 de Julho é o Dia Nacional do Escritor

Um parabéns a todos os companheiros de letras, que assim como eu, ganham milhões com direitos autorais e possuem uma vida normal, sem devaneios e ideias bizarras…

Simplesmente Complexo é ficção!

Os retornos de Simplesmente Complexo vêm com certa delicadeza, como se a crítica fosse mais do que direcionada a mim como escritor, sendo construtivas no lado pessoal e na maioria das vezes está beirando mais como se a obra fosse autobiográfica.
NÃO É!
Simplesmente Complexo é uma ficção realista que conseguiu criar esse ambiente possível demais que muitos estão me chamando de lado e pedindo para que confesse, mas o livro é estória e não história. Pura ficção. Ambientada em cenários que podem ou não existir. Grande parte do universo existe. Mas um ou outro endereço foi criado e/ou modificado para se adequar ao drama.
Os personagens são todos inventados, nenhum deles existe ou existiu. A exceção seriam alguns “figurantes”, que podem soltar uma ou duas frases ou somente ser mencionados, mas que somente inspirados e não são reais em sua totalidade.

E para não restar dúvida ou dizer que não avisei, há um alerta no livro. Ele se encontra na primeira folha do miolo, na segunda página não numerada. É só conferir…

 

Simplesmente Complexo é apenas outra ideia que transbordou da minha cachola inquietante.

E outra, se fosse autobiográfico o livro seria rotulado por todos os leitores como sonífero de capa dura.

 

Disponível nas livrarias: Martins Fontes, Saraiva, Loyola, Cultura e muitas outras.

Trecho

“O melhor de fazer amor com Suzana era que eu me sentia perdoado por todas as minhas relações anteriores. Todos os meus fracassos. Todos aqueles momentos em que buscava satisfazer a minha libido.
Ela representava um sentimento utópico que se realizava a cada beijo, a cada carícia, a cada penetração.”

– Trecho de Simplesmente Complexo

Disponível nas livrarias: Martins Fontes, Saraiva, Loyola, Cultura e muitas outras.

Sumário

Para quem pediu mais informações sobre o meu novo livro, posto aqui o sumário do mesmo.
Ele é meio incomum, mas não se assustem, não é um livro técnico.
E também não será necessário estudar as palavras que nomeiam cada capítulo.
Sumário
Capítulo Um – Mesencéfalo
Capítulo Dois – Capsaicina
Capítulo Três – Cafeína
Capítulo Quatro – Aneurisma
Capítulo Cinco – Insula
Capítulo Seis – Serotonina
Capítulo Sete – Cocaína
Capítulo Oito – Dopamina
Capítulo Nove – Alzheimer
Capítulo Dez – Adrenalina
Capítulo Onze – Glicose
Capítulo Doze – Dura-Máter
Capítulo Treze – Pia-Máter

Acho que vocês já devem ter uma idéia do que vem por aí, né?

Ma’a salama!

Há mais biografia nas obras de ficção que realidade nas biografias

O título poderia ser suficiente. Mas acho que estaria sendo omisso.
Há muita coisa para se falar a respeito do meu novo livro.
E como disse anteriormente, postarei eventualmente neste blog as novidades picotadas.
Falarei agora sobre como a história é narrada: em primeira pessoa.
O personagem principal detém o poder narrativo. É ele quem dá as cartas. Como a trama é um resgate de memórias, o personagem principal é o ser onisciente do universo ficcional.
O mais interessante de Simplesmente Complexo é que o resgate de suas memórias se torna obrigatório, pois ele sofre de uma amnésia causada por um veneno desconhecido. Estando paralisado/deitado e sofrendo de alucinações, a única coisa que lhe parece interessante é retomar a sua consciência para descobrir o que aconteceu com ele.
Quando comecei a escrever Simplesmente Complexo tive a impressão de que a narração em primeira pessoa seria difícil, pois limita muito o alcance onisciente, sendo que o ponto central seria somente a consciência do narrador, ou seja, se ele não é Deus, então não sabe de todas as coisas.
Foi um obstáculo no início, mas conforme a história foi ganhando forma fui evoluindo e quando me dei conta já podia sentir o personagem principal como um alter ego (no modo literário de se falar…). Muito ajudou também o fato de que as suas lembranças são levadas à tona com um esforço e que nem sempre podem ser cobrados todos os detalhes.
Simplesmente Complexo, por ter como trama esse resgate de memórias, se tornou uma ficção realista. E, fazendo um comparativo um tanto radical, hoje pode-se notar a presença de elementos biográficos nas ficções e em contrapartida muitos detalhes puramente figurativos em biografias. Seria um o detalhe vaidoso do autor e outro um artifício necessário para engrandecer sua obra? Bem provável que sim.

Trecho:
“  Ele era praticamente o irmão que nunca tive. Já passamos por muitas situações difíceis e superamos com a velha e forte amizade.
E como ele me disse, nós ainda éramos amigos. E foi com aquelas palavras que ele me tranqüilizou. Eu podia confiar nele. Por mais irresponsável que eu poderia estar sendo, resolvi confiar nele. Até porque, ele não mostrou nenhum sinal de insanidade nas últimas vinte e quatro horas.”

Ma’a salama!

Sinopse & Capa

Abaixo a sinopse de Simplesmente Complexo:

“Sob o efeito de um veneno desconhecido, Gustavo sofre de uma amnésia que ocultou todos os fatos de sua vida. Para descobrir quem o envenenou inicia uma busca de lembranças a partir do momento em que um antigo amigo que fugiu do manicômio reaparece e o convida a praticar um estilo de vida livre e sem preocupações com o amanhã”

E também foi finalizada a arte da capa:

Em breve, mais novidades.

Ma’a salama!

Novo Romance

No dia 18 de dezembro de 2008, mais ou menos nesse horário, eu aguardava ansioso na livraria Nobel na Maria Antônia os convidados para o lançamento de Mil Lances de Fogo, meu livro de estréia. Uma noite muito especial para mim, que se concretizou com a presença de grandes amigos.
E para aproveitar essa data achei conveniente informar sobre o meu novo romance, que está em produção pela editora Livrus e que será publicado em março ou abril.
Ainda é cedo para definir a data do lançamento. Mas quando for agendado, podem ter certeza de que enviarei os convites.
Aos poucos, comentarei sobre a obra e fortalecerei a expectativa.
Por enquanto só revelarei o título do romance:
Simplesmente Complexo

Em breve, mais detalhes…

 

Ma’a salama!

Mariposa Morta

“Por que você matou a burbroleta?”, perguntou sua filha inconformada. Seus pequenos olhos lacrimejaram e criaram um brilho angelical.
“Porque sim!”, Paulo respondeu do modo mais grosso possível, não somente para demonstrar sua autoridade sobre sua filha de quatro anos, mas para deixar claro de que não iria discutir com ela.
Sua filha agachou para olhar a borboleta pisoteada. Seu corpo não fora totalmente esmagado, somente parte da asa.
“Agora já pra cama!”, ordenou seu pai.
Ela se dirigiu ao seu quarto com a garganta doendo, segurando um choro.
Paulo olhou para a mariposa que invadiu a sala. Ela havia entrado pela janela, ligeira, como se conhecesse o local e estivesse apenas fazendo uma visita.
Paulo se levantou do sofá, pegou seu chinelo e rebateu a mariposa indefesa fazendo-a ficar abobada e cair próximo ao rodapé do canto da sala. Sem titubear, pisou nela, com a intenção de matá-la. Sua filha que testemunhou a cena, ficou assustada, mas quando reparou que a forma lembrava a uma borboleta abriu um sorriso que durou três segundos.
Paulo ficou pensando se o que fez foi algo desnecessário. Não havia necessidade de matar a mariposa. Ela devia estar perdida, ou então a procura de comida para alimentar sua família. O nível de ameaça que representava era praticamente zero.
“Por que diabos fui matar essa coisa feia?”, se perguntou. Aproveitando de que sua filha foi dormir ele voltou a assistir o mesmo programa fútil de todas as noites de domingo. Mas por mais que se esforçasse não conseguia tirar a imagem da mariposa morta de sua mente. Algo o perturbava. Não conseguia ao menos retirar o corpo dela da sala. Deixaria essa tarefa para sua mulher assim que ela voltasse da igreja.
Quando se deu conta, Paulo estava alternando os canais para ver se encontrava alguma atração que fosse mais interessante e ocupasse seus pensamentos.
“… a religião Jainista prega a abnegação e a não-violência, seus monges usam bocais para evitar que algum inseto entre e seja morto…”, o único documentário que era exibido naquele horário e ele pegou justamente um trecho que fez com que a mariposa revivesse. Em fúria, ele desligou a televisão ao ver a imagem de monges vestidos de branco e usando bocais. Como não havia jantado resolveu preparar uma refeição.
Ao olhar o refrigerador se deparou com várias bandejas de carnes, algumas, com etiquetas contendo descritivos sobre a qualidade e até mesmo com as imagens dos animais abatidos. Ao pegar uma bandeja de contra-filé e observar a imagem de um boi com olhar fotogênico veio do modo mais natural possível a cena daquele animal perdendo sua vida no abatedouro. Por mais que seu apetite fosse o de comer um boi inteiro, ele preparou uma salada e fritou um omelete.
Sua mulher voltara, toda cheia de esperança de que a vida melhoraria nos próximos dias, pois o sermão havia sido inspirador e motivador. Mas seu sorriso se perdeu ao notar a mariposa morta próxima ao rodapé.
“O que é isso?”, indagou.
“Uma mariposa”
“Por que você matou ela?”
“Ah, você também. Eu vou dormir, não quero papo. Joga essa coisa feia no lixo”
Aquela noite foi longa. Sua mulher não comentou sobre a morte da mariposa, mas Paulo sabia que ela compartilhava da piedade e indignação da filha. O sono tardou a dominá-lo. Enquanto isso, procurava alguma posição confortável para adormecer. E mesmo depois do que parecia ser horas, seu estado de sonolência foi um dos piores de sua vida.
Seus sonhos foram dominados pelo espírito vingativo da mariposa morta. A cena do que ocorreu na sala era repetida centenas de vezes, sempre com algum detalhe do cenário sendo modificado. Em um momento sua filha chorava esperneando e pulando no chão, em outro, ela apenas balançava a cabeça negativamente, deixando transparecer toda a sua decepção com ele. Várias vezes, a mesma cena, sempre com algum detalhe diferente, como estivesse tentando corrigir seu erro. Mas toda vez seu chinelo pesado comprimia o frágil corpo da criatura contra o chão, despedaçando parte de suas asas e mantendo o resto intacto.
“O que aquilo queria dizer?”, refletia.
No dia seguinte, segunda-feira chuvosa, seu trabalho não rendia como esperado. Era um funcionário exemplar, mas seu cansaço estava afetando seu desempenho. Um motorista de uma empresa especializada em entregas devia estar totalmente recomposto.
Atrasou dois compromissos e aquilo repercutiu de forma desagradável. No final da tarde foi chamado à sala de seu chefe.
Ao entrar foi agraciado com temperatura controlada do cômodo e vários prêmios importantes do meio logístico numa estante de vidro, e ainda, de quebra, reparou que seu chefe exibia um sorriso amigável.
“Me desculpe, eu não tive uma noite muito boa e…”, Paulo decidiu declarar a sua culpa e já pedir perdão.
“Espera Paulão, fica calmo!”, seu chefe riu. “Eu não vou te dar bronca. O que ocorreu hoje não foi bom, mas não vou te queimar. Você é um dos meus melhores e como nunca deu mancada te dou toda a oportunidade de se explicar. Eu só queria saber se está tudo bem, se precisa de algo. Se quiser conversar ou pedir algo, agora é a hora”
Em outro momento aquela situação cairia como uma luva. Era a oportunidade exata para pedir uma aumento salarial, mas ao invés disso, Paulo sentiu a necessidade de desabafar.
“Sabe aquela sensação de você estar se sentindo mal? Mas mal no sentido de malvado, sabe? Mau!”
Seu chefe contorceu seu beiço como se concordasse com ele. Expressão essa muito usada por ele. Na verdade, todos os seus funcionários já sabiam de que era um mero sinal de que a conversa seria iludida por sua compreensão.
“Sei sim. O que aconteceu?”
“Eu notei hoje de manhã numa esquina, um padeiro correndo com uma vassoura atrás de um rato. Ele queria matar o rato. Eu sei que era por questão de higiene, mas fiquei pensando em como nós somos, como posso dizer…, como nós somos maiores em relação aos outros animais”
“Superiores?”
“Isso, superiores. Quer dizer, hoje nós dominamos todo o resto, né?”
“Sim, até onde eu sei, dominamos tudo”
“E eu estava pensando, há necessidade de certas coisas?”
“Olha Paulão, eu entendi o que está pensando. Você está se sentindo culpado por uma dádiva. Nós somos os dominadores do mundo, mas já fomos presa fácil quando pulávamos de galho em galho. Conquistamos nosso espaço. Não somos ameaçados por nada. Tudo bem que não podemos jogar uma pedra em um leão faminto, mas hoje nós podemos aprisionar qualquer animal que desejamos. Nós temos o poder de predadores, mas isso faz parte de um papel desempenhado não somente por sermos humanos, mas seria a atitude de qual raça que fosse que estivesse no topo, entende?” seu chefe inclinou um pouco para trás em sua cadeira confortável e se orgulhou de sua explicação, mas voltou seu olhar para Paulo e continuou: “Mas ainda não entendo como isso te abalou. Você viu o padeiro matar o rato e isso o distraiu o dia inteiro?”
“Não, eu não me preocupei com o rato, porque ele era muito rápido e fugiu para um bueiro antes que o padeiro conseguisse pensar em acertá-lo”
“Mas por que me contou isso?”
“É que na verdade aconteceu ontem o lance”
“O que aconteceu ontem?” Paulo contou o ocorrido. Pensou que após toda aquela história sobre raça dominante o seu chefe torceria o beiço e o chamasse de idiota por se sensibilizar com aquilo. Mas a reação foi a de que seu chefe ficou tentando buscar alguma explicação.
“Mas por que você matou ela?”, perguntou. “Não bastava tê-la espantado para fora?” Paulo sentiu o fantasma da mariposa estar sobrevoando a sala.
Se até mesmo seu chefe que era orgulhoso de estar no topo da pirâmide da cadeia alimentar não amenizou a sua confusão, então estaria ele perdido?
“Tire o dia pra descansar Paulão”, ordenou seu chefe com um sorriso forçado.
Ao chegar em casa ele foi até a lixeira procurar pelos restos mortais da mariposa. Não estava lá. Desta forma, chegou a conclusão de que o lixo fora retirado e naquela altura seu corpo estaria todo esmagado com resíduos diversos.
Mas por que ele queria vê-la? Não tinha como desfazer seu ato. Como sua mulher e filha não estavam em casa, decidiu deitar para relaxar e compensar o sono atrasado. Acordou no meio da madrugada, sua mulher deitada ao seu lado e toda a casa escura. Foi até a cozinha pegar algo para comer, apenas para tapear o estômago.
Ao acender a luz viu sobre a pia uma formiga carregando um grão de arroz cozido, que devia ter caído da panela. Quase sem pensar seu dedo indicador foi levado para esmagá-la, quando que, por poucos milímetros parou e viu a mariposa viva em sua mente.
Um espírito vingador. Vingador?
Afastou o dedo titânico e observou a formiga, notável trabalhadora, sumir.
Por um momento, pensou ter visto a mariposa passar pela cozinha e desaparecer pela janela. Sentiu-se aliviado.
Como pode um animal tão indefeso afetar um ser superior?

PS: Mil Lances de Fogo Parte 3

Para encerrar a série de Post-Scriptums eis a parte 3.

Como havia dito antes, Mil Lances de Fogo é um livro com muitas referências e detalhes que podem ter passado despercebidos. Mas neste post não falarei sobre o que estava oculto e sim, o que motivou a criação da estória.
Antes de Mil Lances de Fogo eu já havia escrito outras coisas. Uma trilogia de ficção fantástica e alguns contos, para ser mais preciso.
Desde os meus quinze anos tentava publicar essa trilogia, hoje engavetada e disponível apenas para amigos. No início houve muitas recusas de editoras por considerarem arriscado bancar uma trilogia de um escritor iniciante e que nem havia terminado o colegial.
E depois de várias tentativas cheguei a conclusão de que aquela trilogia não seria a minha estreia. Então, decidi escrever alguma outra estória.
Ideia vai, ideia vem e um monte de estórias estranhas e absurdas borbulhavam em minha mente.
Toco Loco foi uma delas. E quando imaginei estórias suficientes para uma escolha decente percebi de que todas não me agradavam.
Exatamente.
Eu odiava as estórias criadas naquela pressão de escritor fracassado (onde o fracasso surge antes mesmo de ser publicado…). Cheguei à conclusão de que nenhuma delas faria sucesso. Até que…

“Um escritor brasileiro de renomado sucesso poderia transformá-los em obras reconhecidas. Poderia ter até um fã-clube dedicado a manter todo o material de sua produção. Poderia ser o ídolo de fãs que apreciassem seus livros e até de pessoas psicóticas e obsessivas por suas mensagens subliminares”
Até que nasceu Júlio Monteiro. O famoso escritor de Toco Loco e outras estórias que povoam o miolo de Mil Lances de Fogo.
Para contar as estórias que eu mesmo rotulava como de má qualidade precisei criar uma outra como base, e então usei um conto em que o personagem principal era Ivan.
Quando a estória estava completa eu a li fingindo ser a primeira vez. Mesmo desta forma odiei as estórias criadas por Júlio Monteiro. Mas senti a ironia que queria passar. As estória eram um sucesso naquele universo fictício. Algumas foram adaptadas para o cinema, outras ganharam prêmios internacionais. Júlio Monteiro se tornou um dos nomes mais importantes da literatura nacional e conquistou isso escrevendo as histórias mais escrotas possíveis, em minha opinião pelo menos.
Após o lançamento eu fiquei ansioso pelos retornos dos leitores. Queria sentir o peso dos elogios e das críticas. Como já esperava certo equilíbrio, não me surpreendi com o resultado. Tem aqueles que adoraram o livro e aqueles que não viram graça alguma.
Mas o que me surpreendeu foi de que houve pessoas que adoraram Toco Loco, onde no romance é o maior sucesso de Júlio Monteiro. Muitas pediram para que escrevesse na íntegra os sete livros.
Eu ria por dentro. Não acreditava que aquilo era possível. Eu não me sentia orgulhoso pelo meu poder criativo, mas por ter influenciado a gostarem do que considerava ser as minhas piores estórias.
Após esses anos, ainda vejo a capa de Mil Lances de Fogo e todo o mistério envolvido em sua estória (ou estórias, se preferir) e sei de que no fim das contas, a estreia teve um efeito positivo. E me sinto a vontade para continuar escrevendo.

Ah, e quanto a ironia, tentarei não repetir, mas não posso prometer…

Ma’a salama!

Você vai continuar escrevendo livros?

Minha versão da música Você vai continuar fazendo música
de Rogério Skylab
Você vai continuar escrevendo livros?

Um agiota espera na porta da tua casa.
E você vai continuar escrevendo livros?
Todas as editoras estão de portas fechadas.
E você vai continuar escrevendo livros?
Até os cultos debandam pro outro lado.
E você vai continuar escrevendo livros?
A esperança não existe, a esperança é o caralho.
E você vai continuar escrevendo livros?
Nunca ganhou dinheiro, muito pelo contrário.
E você vai continuar escrevendo livros?
O teu futuro é negro, disso eu tenho a certeza.
E você vai continuar escrevendo livros?
Tenta uma outra coisa, um curso de informática.
E você vai continuar escrevendo livros?
Velhos e criancinhas, todos te acham maluco.
E você vai continuar escrevendo livros?
A tua vida se afunda, por isso é que eu te pergunto:
E você vai continuar escrevendo livros?