Na Era em que os Gárgulas Andavam

Olá!

Na Era em que os Gárgulas Andavam é meu mais novo livro, publicado de forma independente em ebook pelo KDP da Amazon.
Está com um preço (por tempo limitado) inaugural bem camarada: R$ 5,99 (Cinco reais e noventa e nove centavos).
Para comprar basta clicar neste link: https://www.amazon.com.br/dp/B09HP4WMN2


Sinopse:

Dalileia, uma jovem marinheira, encontra no porão do navio de escravos um livro em branco.
Livros não religiosos não podem ser lidos ou tocados.
A escrava Annapuris indica que há um texto oculto no misterioso livro.
Curiosa, Dalileia aceita a ajuda da escrava que consegue revelar o texto que desafia as regras da maior religião monoteísta contando outra versão da história.
Pela leitura clandestina desbrava um passado fantástico repleto de aventuras e se simpatiza por um gárgula com o dom da cura, mas que até então era considerado uma criatura das trevas.
E como parar quando a primeira linha já a condenou à perdição?
“Esses são relatos de uma era em que os deuses eram insultados, reis caíam e os gárgulas andavam”

Em Na Era em que os Gárgulas Andavam são homenageadas a literatura, a ciência, a liberdade de pensamento, a ficção científica e fantasia.

Espero que goste dessa obra, está repleta de aventuras em um universo especulativo onde a fantasia e a ficção científica batem de frente assim como em minha obra anterior (Ouro é para os Fracos).
Acompanhe a jovem marinheira Dalileia na descoberta de um mundo oculto.
Torça pelo gárgula Rindovel envolvido em tramas políticas que envolvem grandes reinos.
Viaje pelos domínios de ThuninVor, GaenBorn, LintsDam, MamoninGal, BastinVor, BalesqVor, CrontFenas, AstorGian.
Prenda a respiração enquanto vislumbra lutas em arenas clandestinas, torneios contra soldados reais em labirintos mortais, fugas impossíveis, encontros com o Necromonte, sabotadores invisíveis e seres que se dizem próximos da maior divindade do mundo conhecido.

Na Era em que os Gárgulas Andavam
Na Era em que os Gárgulas Andavam

Embarque nas páginas dessa Rocky Saga e tenha uma boa leitura.


Ma’a Salama!

Naruto ou A Cruzada das Crianças

*** CONTÉM SPOILERS ***

Descobri o que era Filler quando mencionei que desejava assistir Naruto, e amigos me disseram que tinha muita encheção de linguiça e acabaram por explicar do que se
tratava.
Ninguém poderia me chamar de Otaku, hehehe.
Ao iniciar em 2020 a saga do garoto loiro com a raposa de nove caudas selada em seu corpo, a constatação veio certeira: uma penca de episódios que desanimam quem não é naruteiro raiz.

O Time 7
O Time 7

Fico satisfeito com o término de Shippuden, que fechou a estória proposta desde o início, explicando o surgimento do mundo ninja e dos chakras.
Tanto que não tenho interesse algum em ver Boruto (Naruto Next Generations).

No entanto, foi uma experiência legal acompanhar essa saga criada por Masashi Kishimoto.
Ao longo de pouco mais de um ano e meio acompanhei os dois volumes (com fillers) e o resultado foi positivo.
Não somente pela estética e trama de grandes batalhas que satisfazem o estilo Shonen (a luta entre Gaara e Rock Lee é umas melhores da série), ou pelo fato de me manter atualizado com uma nova geração que enchia as redes com referências naruteiras e com cosplays das tais capas pretas com nuvens vermelhas da akatsuki.


Ou então pelas diversas referências religiosas e mitológicas como do Xintoísmo (Izanagi – pai dos deuses, Izanami – mãe dos deuses, Susano – deus do mar, Amaterasu – deusa do sol), ou Hinduísmo (Chakra, Flecha de Indra, os sete caminhos de Pain) entre outras.
São detalhes que enriqueceram muito a experiência, mas um dos maiores destaques ao desenrolar da série, tanto do volume 1 (Naruto) quanto do volume 2 (Shippuden) é que 95% dos arcos de personagens são voltados para dramas e traumas ocorridos na infância. Tanto que a série poderia muito bem ter o subtítulo de “crianças sofridas”.
O que para uma cultura como a do Japão se encaixa num patamar de confronto ao que vivem: suicídios em altos índices em crianças e adolescentes, niilismo da juventude expresso em diversos grupos, dúvidas das novas gerações quanto a economia e afins.

Arrisco a dizer que Kishimoto é um grande artista devido a essa consciência artística nobre, que é de destaque quando se produz conteúdo para crianças e adolescentes consumirem.
Espero que tenha alcançado o coração de gerações com o espírito de amizade, fraternidade, liberdade e sonhos vívidos expressos entre uma luta e outra e refeições de ramen.

Ma’a Salama Dattebayo!

Para entender Palestina x Israel – Parte 1

Se você tiver um interesse genuíno em entender o conflito Palestina x Israel, com paciência e dedicação mínima, além dos noticiários e postagens internéticas deixo aqui algumas recomendações de filmes e documentários, não somente de produções palestinas, mas do lado israelense também.
Por ter nascido lá, ter família nos territórios ocupados, é óbvio que sempre terei o ponto de vista a partir da Palestina, a favor da liberdade, dignidade e prosperidade desse povo que sofre não somente há décadas, mas há séculos, considerando que o território palestino sempre esteve ocupado por outras potências e impérios.
Por ter sido criado em terras tupiniquins, não seguir cegamente uma religião e ter uma visão humanista, sempre busquei atenuar o óbvio ódio que inflamaria ao ver qualquer notícia de lá.
Se você entender a questão palestina, tenha em mente que não deve odiar Israel, ou pior, se tornar um antissemita.
As atuais lideranças extremistas dos dois lados são repugnantes e desumanas. Mas tenha certeza que a maioria de civis de ambos os lados desejam a paz e infelizmente são os que mais sofrem.
Os palestinos, além da paz, também são esperançosos quanto a um direito básico: liberdade.


Filmes

O Paraíso, agora! (Paradise Now; 2005) [PALESTINA]
Em Nablus, Said e Khaled, dois jovens amigos de infância se alistaram em um grupo terrorista.
O chamado vem e são escalados para uma missão suicida em Tel Aviv.
O filme demonstra de forma muito humana os personagens, indicando os pormenores das famílias dos homens-bomba, suas motivações, além de mostrar as diferenças entre os dois lados da fronteira.
Há certos momentos de humor bem dosados na quebra da tensão.

Belém: Zona de Conflito (Bet Lehem; 2013) [ISRAEL]
Belém é uma cidade de grande importância para os cristãos. E sim, há palestinos cristãos na cidade palestina de Belém, que abriga a igreja da natividade, denominado como o local de nascimento
de Jesus Cristo.
No filme, a cidade é palco de disputas de soldados israelenses contra grupos terroristas como o Hamas que querem expandir seus domínios além da Faixa de Gaza.
O jovem Sanfur é recrutado por Razi, um agente do serviço secreto Shin Bet como informante.
A trama mostra o desenrolar crítico entre os dois lados e o desequilíbrio do jovem informante.
Há diversos pontos narrativos que considero tendenciosos, de modo discretos, através de arquétipos, mas o roteiro contém vários detalhes que sumarizam e muito a essência do conflito, principalmente sobre teimosia:
“Ainda assim é uma cabra”

Após esses dois filmes fique a vontade para ver uma penca de outros:
[Palestina]
O Paraíso deve ser Aqui ( It Must Be Heaven; 2019)
Omar (Omar; 2013)
O Ídolo (Ya Tayr el Tayer; 2017)

[Israel]
O Limoeiro (The Lemom Tree; 2008)
Valsa com Bashir (Valtz with Bashir; 2008) *animação dirigida por um ex-soldado
Uma Garrada no Mar de Gaza (A Bottle in the Gaza Sea; 2013)

Série

Our Boys (2019) {ISRAEL-PALESTINA}
Essa série da HBO é uma produção em conjunto entre Israel e Palestina, abordando as trágicas histórias dos adolescentes mortos em 2014, primeiro os três judeus sequestrados por terroristas
árabes e mortos, e posteriormente o sequestro de um jovem palestino por um grupo de judeus fanáticos que desejavam fazer justiça com as próprias mãos.
Em dez episódios são mostrados o ocorrido, a investigação e o julgamento do grupo israelense-judaico responsável pelo sequestro do jovem palestino.
A série deixa claro o problema que ambos os lados enfrentam ao lidar com seus fanáticos que agem por conta própria, pois até mesmo o Hamas nunca assumiu a autoria do plano do sequestro dos três jovens judeus.
O conflito de 2014 foi um dos mais sangrentos das últimas décadas.

Listei os filmes primeiro, pois a arte e adaptação humaniza, remove o preto e branco, o lado certo, o lado errado.
Após ver esses filmes, sugiro ver documentários que exploram o assunto.
Há dezenas deles, certamente, indicariam o Occupation 101, mas para ser franco, há dois que elenco como essenciais:

5 Cameras Quebradas (5 Broken Cameras) [PALESTINA-ISRAEL]
Feito de forma “artivista”, caseira, político desgarrado de vínculo partidário, muito sincero e que mostra a luta que escoe pelo tempo.
5 Câmeras Quebradas mostra Emad Burnat e suas cinco câmeras filmadoras que foram destruídas durante os anos de documentação da resistência pacífica-criativa e protestos contra o contínuo roubo de terras palestinas por colonos apoiados pelo exército e aparato sofisticado de um estado imensamente superior.
Esse documentário me tocou muito, porque muitas cenas que são mostradas tinha visto no decorrer dos anos em noticiários de sites como Haaretez e YnetNews.

Os Guardiões (The Gatekeepers; 2012) [ISRAEL]
Seis ex-chefes ainda vivos do Shin Bet, o serviço de inteligência israelense criticaram em entrevistas elaboradas pelo diretor Dror Moreh abertamente a política de segurança
de Israel, incluindo missões que causaram inúmeras vítimas civis e assassinatos de líderes palestinos.
Esse documentário aborda principais tópicos do conflito desde a fundação do estado de Israel em 1948.
Esse documentário me perturbou em vários momentos, talvez, por ser sincero quando os entrevistados são antigos “Heads” que tomaram grandes decisões, apartando uma estética “artivista”.
As conclusões dos entrevistados continuam refletindo o grande problema em que o estado vem se atolando.

Espero que essas indicações ajudem a entender o que acontece lá.

Salam (paz)!
Ma’a Salama!

Prêmio Le Blanc 2021

Pessoa querida!

Se leu e curtiu o meu último livro publicado (a saber, Ouro é para os Fracos), peço aquele apoio camarada em votar no mesmo no Prêmio Le Blanc 2021.

O prêmio é organizado pela escola de Comunicação da UFRJ (ECO/UFRJ) e a Universidade Veiga de Almeida (UVA).
O nome do prêmio é uma homenagem ao artista haitiano André Le Blanc.


Para votar é muito simples, basta acessar o link abaixo e informar apenas nome e e-mail e o livro indicado na categoria.

[EXPIRADO EM 23/04/2021]
AGRADEÇO DE CORAÇÃO A TODOS QUE VOTARAM :)


Link: https://forms.gle/mHGCgiWXatRXEX6H6

Segue abaixo exemplo para votação na cédula.

Após inserir e-mail e nome completo basta digitar o nome da obra na categoria “Romance nacional inédito…“, nesse caso: Ouro é para os fracos


Caso não tenha lido nenhuma coletânea pode deixar a categoria “Antologia/Coletânea… ” em branco.

Clique em “Submit” e pronto.
Você estará me ajudando nessa primeira fase do prêmio.

Agradeço o apoio desde já.

Ah, se você não comprou ainda Ouro é para os Fracos ele está disponível na Amazon com desconto.


Ma’a Salama!

O corte Snyder da Liga da Justiça

No longínquo ano de 2004, eu e uns amigos alugamos o filme Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead), dirigido pelo Zack Snyder, ainda sem a fama de “visionário”.

Poucos meses depois, havia na mesma locadora um DVD com uma tarja indicando a versão do diretor, com cenas extras inéditas.
Naquela época, eu e meus amigos contávamos as moedas para alugar filmes, e repetir era quase impensável.
Mas como aquele filme de zumbis tinha sido muito bom decidimos arriscamos e alugamos a versão “Snyder Cut”.
O resultado foi que ficamos revoltados, pois as tais cenas inéditas não passavam de 5 minutos.

Corta para 2010, e uma versão em Blu-Ray saiu com outra versão do diretor, mas, macaco velho, conferi a duração, e não passava de 10 minutos. Não cairia naquele golpe de marketing novamente.

Corta para 2017, e é lançado o filme Liga da Justiça (Justice League) com a história do abandono da direção devido a morte da filha de Zack Snyder.
O diretor que assumiu mudou várias coisas, incluindo ter dado luz ao mundo (Snyder sempre gostou de abusar nos tons escuros e sombrios de seus filmes), bem como ter deixado de fora várias cenas filmadas.
Naquele mesmo ano já se iniciou um movimento dos fãs dos quadrinhos para que a Warner disponibilizasse a versão do Snyder.
O movimento foi tão grande que vingou, e os estúdios bancaram não somente o lançamento como também deram sinal verde para que o diretor pudesse refilmar algumas cenas.

Corta para 2021. (Atenção! Possíveis spoilers)
Assisti ao Snyder Cut e sou do time que adorou essa nova versão, bem melhor que a corriqueira de 2017.
Os pontos que me cativaram são vários, mas os principais são aqueles que davam mais espaço aos arcos de personagens como o Cyborg, Flash e Aquaman.
Gostei também pelas opções da trilha sonora, que vai desde Nick Cave and The Bad Seeds até Leonard Cohen.


Cadê o arqueir..., epa, filme errado!
Cadê o arqueir…, epa, filme errado!



Um ponto me incomodou muito: uma explicação da Mulher-Maravilha sobre a batalha antiga em que Darkseid já tinha vindo à Terra, e uma aliança entre os povos antigos para vencer tal guerra é narrado por ela com um tom de voz como em se ela estivesse em off, com uma empolgação incoerente, sendo que a cena em si era um diálogo com o Bruce Wayne.
Mas enfim, duvido que outras pessoas se incomodem com isso. Sei que sou o chato da história.

E muita gente tem reclamado do epílogo (o filme foi divido em partes), dizendo que as cenas finais são desnecessárias, com uma “forçação” de barra para aparecer personagens como o Coringa do Jared Leto e o Caçador de Marte (também conhecido como Ajax hahahaha).
Mas entendo o intuito do Zack Snyder. Ele quis mostrar de forma provocativa como seria o seu plano de filmes, para possíveis continuações.
E eu também não podia reclamar do final extenso, afinal, no passado tudo o que eu gostaria de uma versão do diretor eram cenas e mais cenas, e não apenas 5 minutinhos a mais.

O filme deu um fôlego para a DC e também para Snyder, que espero algum dia poder fazer um filme de ficção realista mais voltado para o drama, sempre imaginei que sua visão criativa e sombria combinaria com algo do tipo.

Ma’a Salama!

O Fim do Daft Punk

Na semana passada o duo francês Daft Punk anunciou ao mundo que estava encerrando suas atividades musicais.
O anúncio veio acompanhado de um vídeo de poucos segundos e gerou comentários de todos os tipos nas redes, sobre a criatividade de utilizar uma vinheta como aquela.
Porém, o que pouco comentou-se é que o vídeo é uma cena de um filme da banda chamado Electroma lançado em 2006, não foi algo desenvolvido para essa despedida, mas foi um bom aproveitamento.
Esse filme sem diálogos tem uma  pegada bem intimista, característica que sempre me cativou em suas músicas.
Ok, eles sempre tiveram um apelo comercial e pop demais, quantas vezes não deve ter rolado a música “One More Time” nas rádios e baladas.
Sem contar em seus trabalhos realizados para marcas como Louis Vuitton e parcerias para singles com nomes como Pharrel Williams.
Mas Daft Punk ainda possuía a consciência de um cenário eletrônico com um movimento de grandes trabalhos carregados com significados de dance com intimismo.
Não a toa o duo francês conquistou fãs do mundo inteiro, desde o disco Discovery que trazia a ótima “Harder Better Faster Stronger”, faixa-título inclusive que minha namorada tem tatuado no braço.

Eu particularmente gosto muito do álbum Human After All de 2005, que da primeira à última faixa me deixa imerso como se numa narrativa com prólogo, ato e epílogo.

Sempre brilhando

Sempre brilhando



Também sou muito de apreciar as faixas totalmente instrumentais como Rollin’ & Scratchin e Make Love que sempre me chamam a atenção quando outros DJ’s as “sampleam”.

Ma’a Salama!

O Melhor de 2020

Só os melhores momentos…
Ok, nem posso reclamar muito.
Passei (e continuo) os meses durante esse evento com privilégios.
Trabalho sem abalos, o conforto de morar sozinho, e ter uma internet boa para dar conta do recado das lives com amigos ao redor desse pequeno mundo.
Passei por um susto em agosto, uma dor no peito que me levou a UPA: Viva o SUS! Defenda o SUS!
Fiquei por quase dois meses afastado das redes, foi um detox (odeio essa palavra) necessário e que ajudou muito a cabecinha a entrar no lugar.

Aproveitei e tirei um projeto da gaveta, de um wordbuilding elaborado quando fiz um pequeno tour pelo oriente-médio e visitei minha terra natal em 2012.
E eis que em 10 do 10 de 2020 publiquei Ouro é Para os Fracos.

Por enquanto está disponível somente no formato ebook.
Se curte Ficção-Científica/Fantasia/Aventura em universos fora dos moldes convencionais dá uma conferida no site da Amazon clicando aqui.

Ouro é para os fracos

Ouro é para os fracos

De quadrinhos li o lançamento das tiras compiladas de Maxwell, o Gato Mágico, do mestre Alan Moore.
Interessante ver a evolução de um personagem de um jornal local, dando aos poucos vazão à genialidade de Moore.

Maxwell

Maxwell

Foi um excelente trabalho de edição da editora Pipoca & Nanquim.

Pensei que leria mais nesse ano, mantive a média.
Li clássicos como Piquenique na Estrada, dos russos Arkádi & Boris Strugatski, obra essa que serviu de inspiração para o filme Stalker do Andrei Tarkovski, que adoro muito.
Complô contra a América, do Philip Roth foi uma leitura sensacional, ainda mais com cenário atual que o protagonismo americano tentava se esquivar como método de orgulho nacional, senti que o papel que os EUA tinham durante a 2ª Guerra foi essencial, e que felizmente a derrota do Trump nas eleições dos de cima talvez crie uma sensação de segurança maior quanto ao progresso responsável frente a outra potência: China.
Dos nacionais, tomei vergonha na cada de ler Ana Paula Maia, gostei muito de Enterre Seus Mortos, e sua prosa que mira personagens em profissões que andam de mãos dadas com a morte.

Enterre seus Mortos

Enterre seus Mortos

Um bom lançamento foi o As Sobras de Ontem, de Marcelo Vicintin, que em uma narrativa sob dois pontos de vistas explora mundos de uma elite brasileira aos pedaços.

As séries salvaram os viciados, pelo menos, as que já estavam completas.
Várias segundas temporadas boas, como a de The Boys.
Homecoming foi continuada de forma maestral, e é curta, assisti numa tacada só.
Better Call Saul atingiu o limite das aparências com Breaking Bad.
Mas as pérolas do ano foram O Gambito da Rainha, que me lembrou da infância cativada pelo xadrez, e a série Succession, que deixou com gostinho de quero mais.

Família ê família a

Família ê família a

Menções honrosas: The Terror (1ª temporada), The Office (US) que nunca tinha visto, e Community (que tem um personagem árabe nerd) bem como a saga de ter finalizado How I Met Your Mother.

O cinema, que foi uma indústria que não parou nem durante a 2ª Guerra, tampouco com a greve de roteiristas de 2007, sentiu a sua maior crise nessa pandemia global.
Críticos já rotulam como o pior ano do cinema.
Eu, como cinéfilo, senti também com os adiamentos de grandes obras que queria muito ver, a saber 007 e Duna.
Tenet foi a aposta do mercado na reabertura, consideravam que o nome santificado Nolan iria salvar toda a indústria, o que não ocorreu.
O filme em si é legal, bugou a cabeça de muita gente, mas supriu a minha vontade de ver uma estória de espionagem.

Os melhores desse ano para mim foram:
The Sound of Metal, com uma atuação de tirar o chapéu para Riz Ahmed.

Riz Ahmed não deu ouvidos às críticas

Riz Ahmed não deu ouvidos às críticas

Arkansas, que foi um achado zapeando o catalogo da Prime.
O Diabo de Cada Dia, com um elenco muito e dirigido por brasileiros.
Entre Facas e Segredos (Knives Out), com a quebra dos clichês e estereótipos numa trama engraçada.
A Vastidão da Noite (The Vast of Night), que souberam entregar um suspense com baixo orçamento, me lembrou bastante Ponty Pool de 2008.

Como bom roquista roqueiro  curti muito o lançamento de Quadra, do Sepultura, um dos melhores da banda.
Meu espírito adolescente veio a tona numa sexta de manha quando o SOAD (System of a Down) simulou a “volta” com o cunho mais político ao disponibilizar as faixas “Protect The Land” e “Genocidal Humanoidz”.
Mas o achado mesmo foi Nelson D.
O álbum Em Sua Própria Terra, com as faixas “A grande Revolta” e “Nheenga-itã puxiwera” que ficaram fixas no repeat.

Nelson D

Nelson D

Fiquei fascinado com o excêntrico A Máfia dos Tigres (Tiger King), mas o documentário brazuca AmarElo – É Tudo pra Ontem, do rapper Emicida foi mais forte.

Zona Norte pegada forte

Zona Norte pegada forte

“Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje”, essa frase bate forte em qualquer um.

Melhor não sair ainda

Melhor não sair ainda

Nos vemos em 2021, para o melhor que esse ano tão esperado possa nos proporcionar.

Se cuidem.
Ma’a Salama!

Ouro é para os Fracos

Esse texto não é sobre dicas de investimento, onde vou declarar que apesar de especialistas indicarem que o ouro é a onda da vez há um esquema de pirâmide, marketing multinível ou criptomoeda que vão de fato te garantir rios de dinheiro, e para isso bastaria um simples cadastro para uma apostila paga de um curso meu.
Não.
Esse post tem o intuito de ofertar não uma apostila, mas um livro.
Enquanto “A Melhor Parte da Mentira” não sai, resolvi publicar de forma independente um romance de ficção científica e fantasia com ambientação árabe pela plataforma Kindle.
E como gosto muito de você lhe informo em primeira mão que por tempo limitado está com um preço bem camarada: R$ 2,80 (Dois reais e oitenta centavos) —EXPIRADO EM 10/11/2020.
Sim, o ebook estará com esse preço inaugural bacanudo devido a todas as crises que as terras tupiniquins vem sofrendo. Mas será por tempo limitado ( EXPIRADO EM 10/11/2020), e a atualização poderá dobrar ou até mesmo triplicar esse valor.
Importante: esse valor está disponível no site brasileiro (amazon.com.br), em outros domínios aparecerá com o valor mínimo na moeda local.
Sem mais delongas, segue abaixo a sinopse:

Arizz, um ex-pirata, convoca um grupo formado pelo espião ocidental Rogson, a meta-humana Udina, o mascarado Madnun e o alquimista Hamud para realizarem o maior roubo da historia valendo-se do dom de sua parceira Laila, que é o de ver o futuro.
Ao convencer o grupo, Arizz antecipa que o alvo do roubo não é ouro, e sim algo que não é de conhecimento humano e existe de forma clandestina no mundo.

Para comprar no Kindle clique aqui.

Espero que goste.
E ficarei imensamente agradecido se puder indicar para as pessoas que conhece e que apreciem esse tipo de literatura.

Ouro é para os fracos

Ouro é para os fracos

Ma’a Salama

Computadores Fazem Arte

O que paga os meus boletos não são os (ínfimos) rendimentos de direitos autorais de meus dois livros publicados.
A minha ocupação oficial ainda é de TI, e essa, por sorte de me simpatizar, é o que mantém tudo em dia e as prateleiras cheias.
Desde que iniciei esse site sempre reservei as postagens para a carreira paralela da escrita, nunca foi o intuito misturar as postagens sobre livros, músicas, filmes, gibis, visitas a exposições com dicas e tutoriais de programação.
Porém, hoje (10/05), é o aniversário que completa uma década de atuação com uma tecnologia específica, e o mais concreto que posso chamar de carreira. E apesar de às vezes sentir cargas de neurose estressantes, levanto todos os dias com alegria por trabalhar com algo que gosto, e ter o retorno financeiro que permitiu realizar o sonho da casa própria e gerar confortos como o de sobreviver sem muitos perrengues uma pandemia mundial (até o momento).
A minha “carreira” literária ainda é apenas um passatempo e não paga uma mísera conta de luz, porém, é um sonho a ser conquistado do qual não desisti.
E apesar das carreiras serem opostas, com distâncias abismais, estava relembrando a música do Chico Science & Nação Zumbi conhecida como Computadores Fazem Arte, e a canção me fez pensar no quanto de arte daria para extrair nessa década trabalhando com uma tecnologia de uma empresa multinacional brasileira cujo sistema principal é utilizados por milhões de trabalhadores diariamente não somente em terras tupiniquins mas em vários países da América Latina e até Rússia.
Poderia criar minicontos sobre pequenos detalhes desses dez anos, desde o início acidental, cujo amigo não quis a vaga e ao me indicar não lembrava bem o nome da empresa contratante ou da mulher com quem falou e que eu, na época estagiário lutando para qualquer vaga CLT na área, correu no Google e ficou digitando as variações das partes dos nomes que ele lembrava até encontrar o site correto com a vaga.
Há histórias de um dia inteiro analisando fontes com mais de 20 mil linhas de código legado e no final descobrir que o erro era um ponto e vírgula que impactava em todo o processamento.
Noites viradas, escritórios escuros e vazios, sua alma única no andar inteiro no desespero para finalizar o job.
Debugs que não faziam sentido. Usuários que pegavam o erro na primeira ação na rotina que você jurava ser perfeita e sem erros.
Gambiarras Contornos técnicos alternativos fora dos padrões das boas práticas aplicados nas mais variadas situações.
Deadlines injustos e chefias tirânicas.
Muitas histórias, talvez bem chatas se comparadas às aventuras vividas por seu amigo bombeiro, sim, é verdade…
Mas a arte que eu queria extrair como um profissional de TI não eram minicontos desses causos.
Tão menos os modelos, a indentação dos códigos, a documentação primordial e bem escrita nos comentários para o próximo, o melhor uso das estruturas de dados. Nada disso.
A conclusão que cheguei foi pensando como um engenheiro que constrói uma ponte.
Além da realização, há o trunfo de que tal trabalho gerou uma economia de tempo e recursos para pessoas que antes precisariam percorrer um caminho mais longo para chegar na outra extremidade.
Eram detalhes como o trabalho que uma gerente demorava de dois a três dias para realizar, e com o seu conhecimento e técnica ter criado uma rotina que otimizaria tudo em dez minutos com o esforço de apenas apertar um botão.
Criar um software, um simples programa de computador tem a mesma aura da criação de um artista, ela pode trazer emoções como felicidade e ódio (quem nunca xingou o sistema quando trava ou buga?), traz liberdade e aprisiona também (aqueles problemas que não existiriam se o sistema não tivesse calculado os impostos da Nota Fiscal incorretamente e o ajuste é manual).
Consigo computar cada centavo que essa carreira proporcionou ao meu bolso.
Mas é praticamente impossível saber o que proporcionou aos outros (ou stakeholders e users se preferir) no que diz respeito aos ganhos e perdas além do quesito monetário.
No refrão o Chico diz: “Computadores Fazem Arte, Artistas Fazem Dinheiro”.
Enquanto minha carreira de escritor não paga as contas em definitivo, sigo em paz com a arte que os meus terabytes proporcionaram na última década.

Ma’a salama!

O Melhor de 2019

Tem gente que ainda faz retrospectivas, e olha só, esse ano rende a retro da década, mas, como foi tudo muito rápido, não vou me prolongar num post extenso.
Lembrando a minha regra, só coisas boas, para tentar esquecer as insanidades de lá fora.
Então bora lá:

Esse ano reli muitas coisas, principalmente dois livros que gostei bastante na adolescência do mestre Kurt Vonnegut, as ficções científicas Matadouro 5 e Cama de Gato, dessa vez, em edições novinhas em folha que estão marcando presença em minha prateleira.
Aproveitei para voltar a ler algo do mainstream, A Mulher na Janela, do autor A.J. Finn, um crítico literário que decidiu ser criticado e adaptado para as telonas, vi o trailer hoje de manhã.
Mas o melhor é um nacional, para nossa alegria tupiniquim, com uma história que se desenvolve entre o passado e presente e interlúdios de outras épocas, com grande apelo a amizades, inimizades, suspense, folclore e com uma penca de referências de serpentes.
Eis que Serpentário, do autor Felipe Castilho merece o pódio desse ano.

Ssssssssss

Ssssssssss

De HQs infelizmente acompanhei pouco, queria poder ganhar mais gibis de presente (fica a dica se tu nunca me deu nada).
Mas consegui fazer uma modesta contribuição e eis que o Opticus -Intervenções do autor Tiago P. Zanetic e dos ilustradores Mauricio Leone e Gustavo Lambreta chegou na caixa de correio.
Para não entregar muito, a história se inicia com uma intervenção cirúrgica, em que um médico tenta criar uma de cura definitiva da miopia, mas o processo cria um resultado de super-visão, em que ele passa a enxergar as mínimas falhas das coisas e até microrganismos vivendo nelas.

Para ver melhor...

Para ver melhor…


Nesse ano em que muitas séries resolveram acabar, e não estou falando apenas dos cancelamentos em lote da Netflix, mas de pesos pesados como Game of Thrones, que decepcionou muita gente, e Mr Robot que para meu alívio fechou a história com proeza e coragem por parte da produção.
Derrubar o sistema e se manter são não é para qualquer um, vai deixar saudades Elliot Alderson (e amigos).

/* Tá funcionando assim, não mexer nesse final */

/* Tá funcionando assim, não mexer nesse final */


Mas as melhores séries desse ano foram as minisséries, e as baseadas em fatos reais e/ou históricos.
Acho que em empate são as Chernobyl, Olhos que Condenam (When They See US) e Inacreditável (Unbelievable).
Pequei em não resenhar cada uma em separado, mas considero como obrigatório ver as histórias do desastre radioativo que poderia ter sido muito pior, das condenações absurdas dos cincos do Central Park e da investigação de estupros por duas detetives que honraram não somente o distintivo como também a luta das mulheres no mundo varonil.

"Qual o custo das mentiras?"

“Qual o custo das mentiras?”



Menções honrosas para a primeira temporada da série da terrinha: Our Boys, a segunda de Mind Hunter, a terceira de True Detective e a quinta de Peaky Blinders. A única (será?) de Watchmen, e os curtas da antologia animada Love, Death + Robots e Boneca Russa (Russian Doll).

Nesse ano de polêmicas envolvendo o ótimo Coringa (Joker), o longo porém prato cheio para fãs de Scorcese-Pacino-DeNiro O Irlandês (The Irishman), e a final da saga (seria mesmo?) Star Wars, e de filmes de peso como Era uma Vez em Hollywood (Once Upon a Time in Hollywood) e Vingadores – Ultimato (Avengers End Game) eu devo confessar que o meu predileto foi O Farol (The Lighthouse), em preto e branco, com ótimas atuações de Willem Dafoe e Robert Pattinson, ok, o filme foi um palco aberto para atuações de dois homens isolados se degradarem em meio a uma ilha com elementos de fantasia envolvendo a loucura de ambos, mas foi isso que me fisgou, e esse árabe adora filmes doidos em P&B.
Menções honrosas: MidSommar, O Rei (The King), Vidro (Glass), Vice, Nós (Us), Parasita (Parasite), Na Sombra da Lei (Dragged Across Concrete), Dor e Glória (Dolor y Gloria), Dois Papas (The Two Popes), El Camino.

Trampo leve e normal

Trampo leve e normal

O Rock respira por aparelhos, mas nesse ano o Metal deu espasmos fortes e uma pálpebra ficou entreaberta.
O clássicos do Nu Metal como Korn, Slipkot (Birth of the Cruel ficou no repeat por semanas) lançaram grandes álbuns mais do mesmo, deixando a sua marca quase despercebida dos anos 2010.
Após anos Rammstein lançou o sétimo disco intitulado Rammstein, cuja música e clipe Deutschland ficaram nas paradas por muito tempo. Porém, em termos musicais não tem muita diferença do que já fizeram antes.
Thom Yorke lançou seu terceiro álbum solo, Anima, para arrebatar corações daqueles que são apaixonados por suas músicas quase sem consoantes.
A música Last I Heard (…He Was Circling The Drain) foi outra que ficou no repeat, e que ainda ouço ao menos uma vez na semana.
“I woke up with a feeling I just could not take”
Agora, o grande trabalho musical do ano que merece o primeiro lugar foi o lançamento de Fear Inoculum, da banda Tool.
O hiato de 13 anos compensou, o álbum conquistou também de forma inesperada os tops da Billboard.

Tiozões do Rock (banda Tool)

Tiozões do Rock (banda Tool)


Fecho essa humilde retrospectiva com essa foto de um indivíduo caminhando em sua solitude nas dunas de Socrota, no Iêmen.

Uma leve introspecção

Uma leve introspecção


Nos vemos nos anos 2020!
Ma’a salama!