O Regresso

Não é de hoje que existe um lobby popular demandando o prêmio de melhor ator ao Leonardo DiCaprio. É só procurar a quantidade de memes, gifs e comentários a respeito.
E também não é de hoje que o ator realiza trabalhos grandiosos e conquista o respeito dos espectadores. Vejo o talento do queridinho das meninas desde Diário de um Adolescente (The Basketball Diaries, 1995), a trombose Titanic foi um marco que o ascendeu aos top’s.

Amo vocês!

Amo vocês!

Mas no decorrer dos anos, quando o diretor Martin Scorcese o adotou tal como Tim Burton fez com Johnny Depp, o rapaz atingiu o seu apogeu com filmes corrosivos que desafiavam sua capacidade de manter vivo o personagem.

O Regresso (The Revenant) é dirigido pelo mexicano Alejandro González Iñárritu, que acompanho com atenção seu trabalho desde 21 Gramas (21 Grams, 2003) e foi o ganhador das estatuetas de melhor diretor e filme na cerimônia do ano passado por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância).
O filme tem grande apelo com fotografia exuberante, cenas que feitas ao que parece com grande-angulares, explorando um ambiente que ao mesmo tempo é belo e estonteante é agressivo e opressor.
O impacto seja maior talvez por saber que o se vê na tela é baseado em uma história real. Dá pra sentir a desgraça de Hugh Glass que ganhava a vida comercializando peles de sua caça e também explorando o oeste dos EUA quando é atacado por um urso e depois é deixado pelo companheiro Fitzgerald interpretado por Tom Hardy que concorre como melhor ator coadjuvante.
E então podemos dividir o filme em três atos, sendo o início o momento da remoção da zona de conforto dos personagens, o meio todo um momento de dor e fúria pela infelicidade da traição, de ver seu filho mestiço ser morto, as feridas serem um chamariz para a dona morte e toda a força vinda de dentro, de memórias sobre a sua falecida esposa e pilhagem de crânios lembrando que a época era sangrenta e variada em genocídios, e o fim a mostrar a consumação da vingança, sendo ela realizada pelas mãos de Glass ou ficando ao cargo de Deus.
O Regresso é o exibicionismo de um homem lutando a todo o tempo contra as desgraças que estas abertas ao mesmo. Há cenas de desespero como a do ataque da mãe urso. Há cenas de desdobramento ao estilo “é o que tem pra hoje”, como quando arranca as vísceras de um cavalo e se abriga em seu corpo para não morrer de frio e se esconder de inimigos do Novo Mundo.

Dor e força

Dor e força

A marca do diretor é sempre perceptível com as cenas com poucos cortes (Birdman tem esse recurso explorado ao máximo), closes a cada infortúnio e gota de sangue derramada do personagem de DiCaprio. Porém, em minha humilde opinião, o filme tem uma pegada mais comercial em relação aos seus anteriores.
Ele está como um dos favoritos ao prêmio de melhor filme, mas creio que Spotlight vá levar a estatueta.
Ao menos, parece que Leo DiCaprio vai ganhar essa. O desempenho é notável. A torcida, exponencialmente maior.

Ma’a salama

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