O Melhor de 2020

Só os melhores momentos…
Ok, nem posso reclamar muito.
Passei (e continuo) os meses durante esse evento com privilégios.
Trabalho sem abalos, o conforto de morar sozinho, e ter uma internet boa para dar conta do recado das lives com amigos ao redor desse pequeno mundo.
Passei por um susto em agosto, uma dor no peito que me levou a UPA: Viva o SUS! Defenda o SUS!
Fiquei por quase dois meses afastado das redes, foi um detox (odeio essa palavra) necessário e que ajudou muito a cabecinha a entrar no lugar.

Aproveitei e tirei um projeto da gaveta, de um wordbuilding elaborado quando fiz um pequeno tour pelo oriente-médio e visitei minha terra natal em 2012.
E eis que em 10 do 10 de 2020 publiquei Ouro é Para os Fracos.

Por enquanto está disponível somente no formato ebook.
Se curte Ficção-Científica/Fantasia/Aventura em universos fora dos moldes convencionais dá uma conferida no site da Amazon clicando aqui.

Ouro é para os fracos

Ouro é para os fracos

De quadrinhos li o lançamento das tiras compiladas de Maxwell, o Gato Mágico, do mestre Alan Moore.
Interessante ver a evolução de um personagem de um jornal local, dando aos poucos vazão à genialidade de Moore.

Maxwell

Maxwell

Foi um excelente trabalho de edição da editora Pipoca & Nanquim.

Pensei que leria mais nesse ano, mantive a média.
Li clássicos como Piquenique na Estrada, dos russos Arkádi & Boris Strugatski, obra essa que serviu de inspiração para o filme Stalker do Andrei Tarkovski, que adoro muito.
Complô contra a América, do Philip Roth foi uma leitura sensacional, ainda mais com cenário atual que o protagonismo americano tentava se esquivar como método de orgulho nacional, senti que o papel que os EUA tinham durante a 2ª Guerra foi essencial, e que felizmente a derrota do Trump nas eleições dos de cima talvez crie uma sensação de segurança maior quanto ao progresso responsável frente a outra potência: China.
Dos nacionais, tomei vergonha na cada de ler Ana Paula Maia, gostei muito de Enterre Seus Mortos, e sua prosa que mira personagens em profissões que andam de mãos dadas com a morte.

Enterre seus Mortos

Enterre seus Mortos

Um bom lançamento foi o As Sobras de Ontem, de Marcelo Vicintin, que em uma narrativa sob dois pontos de vistas explora mundos de uma elite brasileira aos pedaços.

As séries salvaram os viciados, pelo menos, as que já estavam completas.
Várias segundas temporadas boas, como a de The Boys.
Homecoming foi continuada de forma maestral, e é curta, assisti numa tacada só.
Better Call Saul atingiu o limite das aparências com Breaking Bad.
Mas as pérolas do ano foram O Gambito da Rainha, que me lembrou da infância cativada pelo xadrez, e a série Succession, que deixou com gostinho de quero mais.

Família ê família a

Família ê família a

Menções honrosas: The Terror (1ª temporada), The Office (US) que nunca tinha visto, e Community (que tem um personagem árabe nerd) bem como a saga de ter finalizado How I Met Your Mother.

O cinema, que foi uma indústria que não parou nem durante a 2ª Guerra, tampouco com a greve de roteiristas de 2007, sentiu a sua maior crise nessa pandemia global.
Críticos já rotulam como o pior ano do cinema.
Eu, como cinéfilo, senti também com os adiamentos de grandes obras que queria muito ver, a saber 007 e Duna.
Tenet foi a aposta do mercado na reabertura, consideravam que o nome santificado Nolan iria salvar toda a indústria, o que não ocorreu.
O filme em si é legal, bugou a cabeça de muita gente, mas supriu a minha vontade de ver uma estória de espionagem.

Os melhores desse ano para mim foram:
The Sound of Metal, com uma atuação de tirar o chapéu para Riz Ahmed.

Riz Ahmed não deu ouvidos às críticas

Riz Ahmed não deu ouvidos às críticas

Arkanas, que foi um achado zapeando o catalogo da Prime.
O Diabo de Cada Dia, com um elenco muito e dirigido por brasileiros.
Entre Facas e Segredos (Knives Out), com a quebra dos clichês e estereótipos numa trama engraçada.
A Vastidão da Noite (The Vast of Night), que souberam entregar um suspense com baixo orçamento, me lembrou bastante Ponty Pool de 2008.

Como bom roquista roqueiro  curti muito o lançamento de Quadra, do Sepultura, um dos melhores da banda.
Meu espírito adolescente veio a tona numa sexta de manha quando o SOAD (System of a Down) simulou a “volta” com o cunho mais político ao disponibilizar as faixas “Protect The Land” e “Genocidal Humanoidz”.
Mas o achado mesmo foi Nelson D.
O álbum Em Sua Própria Terra, com as faixas “A grande Revolta” e “Nheenga-itã puxiwera” que ficaram fixas no repeat.

Nelson D

Nelson D

Fiquei fascinado com o excêntrico A Máfia dos Tigres (Tiger King), mas o documentário brazuca AmarElo – É Tudo pra Ontem, do rapper Emicida foi mais forte.

Zona Norte pegada forte

Zona Norte pegada forte

“Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje”, essa frase bate forte em qualquer um.

Melhor não sair ainda

Melhor não sair ainda

Nos vemos em 2021, para o melhor que esse ano tão esperado possa nos proporcionar.

Se cuidem.
Ma’a Salama!

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