Monstro Invisível

Eu, Jennipher Diogenes Assumpção relato as sessões com o cliente mais inusitado e insólito de minha carreira, que apesar de curta, até o presente momento nunca tive contato semelhante e tenho fortes convicções de que em um futuro distante tal fato não ocorrerá novamente.
O início se faz presente numa terça-feira comum, com muita chuva pela manhã. Aquele congestionamento irritante na avenida do meu consultório e clientes atrasados quanto à hora marcada.
Minha atendente disse que alguém apareceria às três da tarde, mas que o mesmo não quis se identificar por motivos não declarados.
No horário marcado, a sala de espera parecia vazia. E enquanto eu procurava um documento em meu arquivo e tinha em mãos o celular para ligar para o advogado responsável pelo processo de divórcio eis que a porta se abre, mas sem a presença de alguém sequer. Poderia ser um tipo de vento forte, mas notei de que a mesma não estava encostada e que estranhamente a maçaneta se movimentou como se estivesse forçada por um peso fantasmagórico.
Deixei o celular cair quando vi que a poltrona à frente que deveria ser ocupada pelo cliente sofreu um recolhimento.
“Oi”, foi a voz que escutei à minha frente.
“Oii!?”
E então ele se apresentou, o cliente das três da tarde que não dissera seu nome.
“Estou aqui após muito tempo pensar e quando me enchi de coragem não tive dúvidas em marcar com você”, disse a voz que soava gutural.
“Pirei!”, foi o que pensei na hora.
“Não, você não pirou. Eu sou assim mesmo. Sou invisível”
Fiquei calada por uns dois minutos, petrificada, pasma, chocada como se tivesse sido abatida por uma esquizofrenia momentânea. Seria a pressão? A preocupação com o divórcio? Algum transtorno hormonal? Alguma crise específica de psicólogos. Minha cabeça viajava a mil.
“Imaginei que o começo não seria fácil, então não me irritarei caso hoje fiquemos apenas nas meras apresentações cordiais”
Permaneci na mesma posição por uns cinco minutos, incapaz de gritar pela minha atendente, para que a presença da mesma expulsasse o devaneio.
“Pois bem, vamos começar ou não?”
“Começar?”
“Sim, eu vim aqui como seu cliente. Eu marquei para esse horário. Vamos começar ou não?”
“Você é algum espírito?”, me limitei a essa pergunta quando minha mente já tinha forçado todas as respostas lógicas.
“Não, sou um ser vivo. Eu sou um monstro. Um monstro invisível”
“Você é o diabo?”, nesse momento todo o ceticismo caiu por terra.
“Não. Não pertenço às espécies denominadas como seres das trevas. Mas sou um monstro de qualquer forma, se me enquadrar na classe de demônios não vou me importar porque esse preconceito é universal”
Com a mão trêmula abri a gaveta de minha mesa e procurei sem tirar os olhos da poltrona uma das ampolas com fragrâncias virtuosas. A que peguei tinha no rótulo a inscrição “Lealdade” e quando li desisti de inalar o odor purificador. Percebi que toda aquela loucura tinha sim a ver com o divórcio. Lágrimas escorreram e eu desatei a chorar.
“Droga. Parece que você tá pior do que eu”, lamentou a voz. “Façamos o seguinte. Voltarei aqui na próxima semana, está bem?”
E assim enquanto eu chorava a poltrona restituiu os amassados, a porta abriu-se e fechou-se magicamente e me senti num ambiente solitário.
Depois de alguns minutos, quando enxuguei as lágrimas fui verificar com Ana sobre quem estava na sala de espera.
Vazia.
Ana estava a conversar com o namorado no comunicador instantâneo com fones de ouvido ouvindo alguma música da Lady Gaga. Percebendo a minha figura a espiar a sala da porta removeu os fones e me dirigiu a palavra:
“Não veio o senhor sem nome, né?”
Eu a olhei com os olhos limpos.
“A porta está aberta”, indiquei a entrada do consultório.
“Sim, você quer que eu feche? Eu abri depois que parou de chuviscar”
“Você não viu ninguém entrar aqui?”
“Não. Por quê?”
“Nada. Pensei ter ouvido alguém entrar”
“Ninguém entrou, senão eu teria visto. A não ser que fosse invisível”
A jovem Ana era uma menina que trabalhava bem, tinha um senso de humor agradável, mantinha um espirito juvenil como se não houvesse pressões da maturidade do mundo externo.
Uma semana depois Ana me informou sobre o paciente que não compareceu na terça passada.
“O senhor-sem-nome marcou para hoje. Fiquei de retornar para confirmar, às cinco é um bom horário?”
Engoli seco. Fiquei tensa novamente. Seria apenas uma coincidência? Ou seria contemplada com  a visita do ser invisível novamente?
“Tudo bem, pode ser às cinco”
E assim, no horário marcado a sala de espera se encontrava vazia novamente. Deixei a porta aberta, esperando enxergar a silhueta do meu cliente nada pontual.
Sete minutos e cinquenta segundos após o horário marcado a porta fechou-se sozinha. Meu coração disparou novamente.
Acomodou-se na poltrona e me cumprimentou.
“Boa tarde”, respondi categórica.
“Espero que hoje possamos iniciar as sessões de fato”
“Quem é você?”
“Essa é a pergunta que venho tentando responder a mim mesmo, sem sucesso até hoje. Por isso estou aqui. Preciso de sua ajuda”
“Minha ajuda?”
“Sim”
“Você não sabe quem você é?”
“Eu tenho uma ideia, mas foi imposta. Não sei de fato quem sou eu. Acredito que me entenda”
“Eu…, eu…”
“Passado o susto acho que hoje já podemos nos conhecer. Que tal fazer um breve resumo de seu currículo”
“Espere! Eu estou falando com um monstro que não existe. É isso mesmo?”
“Ah mas que droga. Você não vai chorar de novo, vai? Eu estou aqui justamente para encontrar respostas sobre minha existência e você diz que não existo somente porque não pode me ver. Isso é ético?”
“Me de-desculpe”, e então, não sei como se sucedeu, mas passei a aceitar a estranha ideia que tinha um monstro invisível como cliente.
“Está perdoada. Agora por favor, faça um breve resumo sobre a sua formação, apenas para creditarmos as cordialidades e eu inicio as explicações atentando-se à maiores detalhes”
Discorri sobre a minha formação acadêmica e sobre a experiência que havia acumulado após a conclusão do curso. Disse tudo em um tom baixo, temendo que Ana ouvisse e imaginasse que eu conversava sozinha.
O monstro invisível se apresentou falando o mínimo possível:
“Como disse antes, eu sou um monstro. Invisível, mas ainda sim real. Sofro com uma questão e gostaria que me ajudasse a encontrar a resposta”
“Entendi”, levantei-me da cadeira e andei atrás da mesa como se aquilo fosse me dar mais ar. “Você disse que não sabe quem é”
“Exato”
“Sofre de algum tipo de amnésia?”
“Não, me recordo de tudo desde que nasci”
“Certo. Então pode reformular a pergunta?”
“Não sei quem sou. Vocês humanos já pararam em algum momento da vida questionando tal coisa, não?”
“Sim”
“Então. Acredito que tenham criado correntes filosóficas que orientem a reposta”
Sentei na quina da mesa, ainda amedrontada e receosa para me aproximar. Naquele instante engoli a bizarrice vivida e o imaginei como um cliente comum.
“Qual o seu nome?”, indaguei.
“Não tenho um nome como vocês humanos. Mas me chamam de Monstro Invisível”
“Entendi senhor Monstro Invisível. Por que você acha que não sabe quem é?”
“Porque eu não sei”
“Você sempre não soube, ou passou a se questionar a partir de um período ou fase?”
“É…, na verdade, venho pensando nisso somente nos últimos dez anos”
“Qual a sua idade?”
“Comparados aos seus devo ter uns duzentos. Mas vim do Buraco Escuro há cinco mil anos”
“Buraco Escuro? Isso é algum…”
“É a dimensão onde nascemos. O monstros da minha raça”
“Como é esse lugar?”
“Escuro, bem escuro”
“Continue”
“É só escuro, não há mais nada. Nada cresce lá, não há chão, céu, gases. É apenas escuro”
“E você veio de lá pra cá…”
“Quando chega a hora. Do nada, apareci nessas terras”
Nesse ponto eu sentei novamente e comecei a digitar ligeira, tomando notas sobre o que ele relatava.
“Por favor, continue. Conte-me tudo que seja relevante para a sua questão”
“Antigamente eu me alimentava de pessoas…”
Congelei com a afirmação, um frio me subiu pelas pernas adentrando a minha saia e se concentrou em minha barriga. Meus dedos sobre as teclas ficaram paralisados aguardando alguma ordem.
“…mas faz tempo que deixei esse hábito quando descobri que frutas são mais deliciosas. Mas o último homem que peguei…, ah, deixe-me esclarecer, eu só me alimentava de homens maus, comprovados aos meus olhos. O último deles começou a gritar como uma menininha chorona quando o suspendi no alto enquanto abria a minha boca para engoli-lo. Gritava ‘O que é isso? O que é isso?’ repetidas vezes e quando se calou pelo ácido do meu estômago fiquei pensativo quanto ao assunto”O fato dele ter dito que o seu hábito alimentar era motivado por certa justiça própria me fez relevar a ideia psicótica. Ele já havia se declarado um monstro. Era um monstro que comia frutas, algo que devia ser contra a sua natureza ou uma peculiaridade incomum. Mas eu continuei a ouvi-lo.
“Sabe, ser invisível não é fácil. Aqueles ‘O que é isso?’ daquele assassino desgraçado me perturbaram por vários anos. Pois veja, ele não podia me ver. Morreu por algo invisível. Mas o que teria pensado? Foi o que tentava imaginar e para a minha desgraça não consigo formar uma ideia de mim mesmo.
Entendi que o problema dele era a famosa crise de identidade. Para um paciente comum, seria algo normal de se resolver. Mas como eu faria com um não-humano e ainda por cima invisível? Olhei para a prateleira. O que Freud diria sobre isso? O que Sartre pensaria sobre tal diálogo?
“Mas você me disse que existe fisicamente, já que não é um espírito”
“Sim, eu existo fisicamente”
“Pois então, você não possui cor, mas tem forma. Podemos começar por aí, não é verdade?”, disse isso com um tom animador e eu estava de fato animada.
“Não, não é verdade”
Meu rosto fechou uma expressão de dúvida, fiquei esperando que ele complementasse sua explicação.
“Eu não tenho uma forma única, posso me modificar a necessidades”
“Perdão, não entendi”
“Deixe-me explicar melhor. Eu poderia muito bem jogar um lençol sobre mim e ter a figura de um fantasma, mas o que ocorre é que tudo entra em contato com meu corpo torna-se também invisível, bom, nem todas. Ás vezes, objetos como essa poltrona permanecem visíveis, mas a maioria desaparece ao menor toque”
“Mas ainda assim você possui sensibilidade, não?”
“Sim. Mas no que isso me ajuda?”
“Você sente e sabe se tem duas pernas, dois braços, dois olhos, não?”
“Como disse, eu posso me adaptar a necessidades. Como agora por exemplo, eu encolhi dois metros para caber nessa sala. Tenho duas pernas, quatro mãos, olhos?… eu sinto os músculos e nervos de quatro, mas para  obter a visão de trezentos e sessenta graus poderia criar mais dez se necessário. Assim como meus braços podem se multiplicar em vinte ou trinta e tomarem formas distintas como tentáculos, pinças e ferrões”
Minha surpresa entrou em outro nível. Passei a buscar as respostas mais óbvias, porém, nada me veio à mente. Imaginei professores antigos ministrando aulas monótonas e vagas. Lembrei de inúmeros exercícios mentais que poderiam me ajudar naquela ocasião.
“Acho que você compreendeu o meu problema”
“Sim”
Fiquei digitando, mas em um ritmo mais lento de forma que ganhasse tempo. A percepção externa ajuda em muito para a formulação do eu interior. E no íntimo daquele ser não havia essa base para sustentar alguma ideia. Ele mencionou que a ideia de que tinha havia sido imposta, certamente pelos termos e denominações que os devorados devam ter gritado em desespero.
“Pois bem senhor…, pela sua voz você é um macho, certo?”
“Não temos distinção entre sexo. Nós não nos reproduzimos como vocês. O Buraco Escuro é o grande progenitor”
“Ok, vou chamá-lo de você para evitar variações e possíveis confusões”
“Tudo bem. Você conseguiu pensar em algo? Algo para começar?”
“Por enquanto não. Temos que prolongar as sessões. Eu gostei de conversar com você, adoraria que voltasse”, não consegui evitar a frase clichê.
“Tudo bem, pelo menos você não chorou hoje”
Ele retornou duas semanas depois.
“Bom dia, como se sente?”
“Com a mesma dúvida a latejar em minha cabeça”
“Como passou sua semana?”
“Fazendo as mesmas coisas de sempre. Visitando feiras, roubando frutas sem grandes dificuldades”
“O que você sente quando pensa sobre a sua identidade?”
“Um vazio”
Transcrevia tudo com a maior agilidade possível e sendo fiel a cada palavra dita.
“Você tem contato com os da sua espécie?”
“Não”
“Já teve?”
“Não”
“Como sabe que não é o único?”
“Não sou. É uma noção básica que temos. Sabemos que estamos espalhados pelo mundo. Cada um deixa o Buraco Negro sozinho, sem despedidas”
Tudo que pensava falia nos testes primários, todas as hipóteses que elaborava nos finais de semana não se encaixavam na situação do monstro.
Após a décima quarta consulta propus o seguinte:
“Por que você não pensa em uma cor que não existe?”
“Eu não entendi, isso é outro exercício?”
“Sim, tente. Você não conseguirá saber que tipo de cor seria essa, mas teria como base que pelo menos sabe que ela não é alguma das cores existentes”
“O que isso quer dizer?”
“Um modelo a seguir quando não sabemos quem somos é termos como base quem não somos”
“Você acha que isso funcionará?”, o monstro estava incrédulo quanto ao proposto.
“Acredito que sim. A definição do seu eu poderá emanar a partir daí”
Considerei ter sido a pior ideia. Poderia funcionar para um adolescente de classe média, mas não para ele. Nas sessões seguintes ele detinha inúmeras definições do que não era, e o montante acumulava cada vez mais, o que o incomodou muito.
“O vazio aumentou. Sei tudo o que não sou, mas não tenho a mínima ideia do que poderia ser”
Lamentei o erro, voltei a pesquisar mais, procurei estudos de grandes físicos, de filósofos que vagavam na antiga Grécia. Não conseguia absorver tudo no tempo certo. Tinha que dedicar meu tempo em casa como uma mãe. Não podia ignorar o meu filho de quatro anos.
“Mamãe sabe tudo”, disse ele outro dia se aproximando com os olhinhos brilhando. Costumava dizer isso para que eu o ajudasse com alguma coisa, fosse para ajudar a calçar a sandália ou encontrar um brinquedo. Aprendeu tal frase com a minha irmã há poucas semanas quando ela o alertou: “Ouça sempre sua mamãe. A mamãe sabe tudo”
E diante disso pensei no que poderia ser a solução. Na próxima sessão ofereci o que poderia ser a minha última solução:
“Bom dia, tudo bem?”
“Bom dia. Não muito. Já sei que não sou o Bicho-papão, o Pé Grande, o ET de Varginha, a Cuca, o Tinhoso, o Lobisomem, o Godzilla…”
Tive de interrompê-lo, estava ditando a infinidade propositalmente, queria me provocar.
“Hoje quero que você me relembre sobre a sua origem”
“O Buraco Negro?”
“Exato”
“O que deseja saber?”
“Lembro que disse sobre as suas noções básicas”
“Sim”
“Muitas respostas você sabe de modo natural, esse saber provém do Buraco Negro?”
“Sim”
“Você já perguntou algo ao Buraco Negro?”
“Não, por que deveria?”
“Nunca lhe ocorreu que pode ter a resposta de que tanto precisa?”
Ele permaneceu em silêncio por algum tempo.
“Tudo o que precisava saber o Buraco Negro já me deixou ciente”
“Mas restou uma pergunta, você nunca a conjurou?”
“Nunca”
“E então, não quer tentar?”
“Acha que vai dar certo?”
“O Buraco Negro seria incapaz de responder algo a você?”
“Isso seria impossível”
“Então tente. Inicie a introspecção clamando o grande progenitor”
“Por que você acha que isso vai dar certo? E se tornar outra frustração para mim?”
Senti toda a minha confiança sobre uma corda bamba.
“Pelo que você me disse o Buraco Escuro é o grande progenitor, a vontade de existir trouxe vocês ao mundo, mesmo em um lugar em que nada podia ser visto, ou que nada existisse além da escuridão. E de modo mágico, aqui está você. A sua origem como história pode não ser a essência do seu eu. Mas, a vontade…, a vontade existir está além de nomes, cor, cheiro, formas. Ela é o mínimo necessário para que mantenha a vida nesse mundo…, e até mesmo no Buraco Escuro. A partir dessa vontade, todo o resto torna-se possível, as definições são reais graças a essa vontade e não o contrário”
O silêncio reinou novamente. Eu pensei que ele tinha duvidado de cada palavra dita, eu mesma estava perdida na minha explicação, não conseguiria repeti-la caso ele pedisse.
“Interessante”, disse ele calmamente. Pensei que ele fosse satirizar assim como fizera com o exercício anterior.
“Você perguntou ao Buraco Negro?”
“Sim”
“E então…”, meu coração estava prestes a saltar pela boca de tanta ansiedade.
“Respondeu algo semelhante, em outras palavras”
Respirei aliviada, meus ombros relaxaram a tensão, me joguei em minha cadeira.
“Isso quer dizer que a minha pergunta não tem tanta importância?”
“Sim, pelo menos não há a necessidade de lhe trazer angústia. Ela é mera possibilidade diante da sua existência”
“Entendi. A resposta no fim não era um bicho de sete cabeças…
“Isso é recorrente na minha profissão”, um sorriso brotou no canto de minha boca.
“Enfim, acho que agora posso finalizar a terapia”
“Se assim você o diz”
“Nos despedimos aqui”, disse ele. Percebi que se levantou.
“Espere, tenho que lhe mandar a conta. E já vou avisando que não aceito o pagamento em frutas”, disse utilizando um tom cômico, não pude evitar a deixa.
“Que é isso? Bom, acho que a terapia vale pela experiência. Considere isso como uma possibilidade”, me respondeu com uma voz sorridente.
“Ok”, caímos na gargalhada.
Nos despedimos, ele me agradeceu novamente e partiu, abrindo a porta e tornando-se invisível como nunca me fora.

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